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Línguas poéticas
Aprendi o português na montanha, quase dentro da mata atlântica. Entre beija-flores e vaga-lumes. E sempre pensei que essas duas palavras (beija-flor e vaga-lume), assim como várias mais, são muito mais poéticas que suas equivalentes em minha língua, o espanhol. "Beija-flor" é sem dúvida mais poética que “picaflor”. E "vaga-lume" o é mais que “luciérnaga” (ou que “bichito de luz”). As línguas têm doses de poesia também nas suas palavras quotidianas. E há línguas mais poéticas
virginiaelenaherna
há 3 dias1 min de leitura


São Basílio e a sabedoria pagã
Sem dúvida alguma, uma das mais belas passagens da "Ilíada" é aquela em que o herói, indomável matador de homens, se comove ao ver a nívea cabeça de Príamo. Na obra, que começa com a cólera de Aquiles e termina, numa estrutura anelar tão cara à épica grega, com a deposição dessa mesma cólera, esse encontro memorável vai se preparando ao longo de muitas páginas. Aquiles, implacável em sua vingança, vê-se agora desarmado pela barba branca e a nobre aparência do ancião. “Tudo se
virginiaelenaherna
há 3 dias1 min de leitura


Ó poeta que me guias!
Ó poeta que me guias! Nel medievo, Virgílio era considerado o poeta por antonomásia, o máximo representante da literatura antiga. Era o poeta da razão, do equilíbrio, da serenidade, da harmonia. Eis que na Divina Comédia , o melhor poeta da antiguidade ajuda Dante, e, por meio dele, todos nós, a se desfazer da loba, do leão e da pantera, isto é, da luxúria, da soberba e da avareza, para ascender à montanha da virtude. Virgílio o guia pelos três reinos do além, umas vezes exor
virginiaelenaherna
há 3 dias1 min de leitura
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